O Filme Jurassic World: Recomeço destaca um espetáculo visual potente que tenta renovar a franquia sem romper com suas raízes.
Muitos fãs se perguntam se ainda há fôlego para dinossauros em meio a roteiros repetitivos e personagens rasos.
Aqui você entende o que realmente funciona, o que decepciona e por que esse “recomeço” pode ser mais forma do que evolução.
Ficha Técnica
Gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica
Ano: 2025
Nota IMDb: 6,9/10
Onde assistir: Prime Video (Aluguel)
Duração: 136 min
Leia a Crítica do Filme Extermínio: A Evolução.
Cinco anos após os eventos de Jurassic World: Domínio, a humanidade tenta conviver com os resquícios de um mundo alterado pela presença de dinossauros.
Em meio a esse cenário, uma expedição é enviada a uma ilha equatorial com o objetivo de coletar DNA de espécies pré-históricas para uso médico.
Liderada por Zora Bennett (Scarlett Johansson), uma mercenária de passado complexo, a missão logo se transforma em uma luta desesperada pela sobrevivência — um lembrete brutal de que a natureza não pode ser controlada.
A crítica do filme Jurassic World: Recomeço revela um longa que mistura espetáculo visual e questionamentos morais, sem conseguir, porém, escapar totalmente do desgaste da fórmula.
Gareth Edwards — conhecido por Godzilla (2014) e Rogue One (2016) — imprime sua assinatura ao criar sequências visualmente arrebatadoras, especialmente nas cenas envolvendo o mar e os confrontos entre dinossauros.
Os efeitos visuais são deslumbrantes, e o som de cada rugido é capaz de transportar o espectador de volta à sensação de maravilhamento dos primeiros filmes da franquia.
No entanto, o roteiro de Koepp oscila entre momentos de verdadeira tensão e passagens previsíveis.
A estrutura se divide entre duas tramas — a missão científica e uma família em perigo — que se conectam de forma funcional, mas não profunda.
O filme acerta ao trazer os dinossauros novamente para o centro da narrativa, mas falha ao desenvolver seus personagens humanos com a mesma intensidade.
Scarlett Johansson, Mahershala Ali e Jonathan Bailey entregam boas atuações, embora limitadas por um texto que se apoia demais na nostalgia e pouco em novas ideias.
Ainda assim, há méritos inegáveis. A direção de fotografia é impressionante, explorando luz e sombra para realçar o suspense, e a trilha de Alexandre Desplat retoma temas clássicos de John Williams com emoção e respeito.
Recomeço também tenta retomar o debate ético sobre manipulação genética, um elemento essencial que estava perdido nas produções mais recentes.
Por outro lado, o filme sofre com o peso do próprio legado. A franquia parece presa em um ciclo de repetição, onde os mesmos dilemas e ameaças retornam sob novas roupagens.
O título, Recomeço, soa quase irônico — mais um renascimento que recicla a glória passada do que um verdadeiro passo adiante.
Em síntese, a crítica do filme Jurassic World: Recomeço conclui que o longa é visualmente grandioso e tecnicamente competente, mas emocionalmente contido.
Edwards oferece um espetáculo de proporções épicas, com criaturas que ainda fascinam, mas o roteiro carece de frescor e ousadia. É um “recomeço” digno, mas não revolucionário — um lembrete de que, mesmo na ficção, a vida pode encontrar um caminho, mas a originalidade talvez esteja em extinção.
Veja a Crítica do Filme Hamnet.
Perguntas Frequentes
O filme Jurassic World: Recomeço é bom ou ruim?
O filme Jurassic World: Recomeço é tecnicamente competente, mas não escapa do desgaste da fórmula. Visualmente grandioso e com ótimas sequências de ação, o longa entrega um espetáculo envolvente. No entanto, peca por um roteiro previsível e personagens pouco desenvolvidos, tornando-se um “recomeço” sólido, mas longe de ser inovador ou memorável.
Qual a história do filme Jurassic World: O Recomeço?
A história de Jurassic World: Recomeço se passa cinco anos após os eventos de Domínio e acompanha uma expedição liderada por Zora Bennett em busca de DNA de dinossauros para fins médicos. A missão ocorre em uma ilha remota e rapidamente se transforma em uma luta por sobrevivência, abordando temas como manipulação genética e os perigos de controlar a natureza.
Porque o therizinossauro é cego?
O therizinossauro em Jurassic World: Recomeço é retratado como cego, o que intensifica a tensão em suas cenas. Embora o filme não aprofunde a explicação, a cegueira do dinossauro funciona como recurso narrativo para aumentar o suspense e destacar a imprevisibilidade da natureza modificada pela ciência.
Qual foi o pior filme da franquia Jurassic Park?
Embora opiniões variem, muitos consideram Jurassic World: Domínio como o ponto mais fraco da franquia. O filme foi criticado por um enredo confuso, excesso de personagens e foco deslocado da ameaça dos dinossauros, elementos que acabaram desviando a atenção da essência que tornou a série um sucesso.
Como fazer resenha crítica de filme?
Para fazer uma resenha crítica de filme, é importante analisar elementos como roteiro, direção, atuações, fotografia, trilha sonora e impacto emocional. A crítica deve apresentar uma opinião fundamentada, destacando pontos positivos e negativos com clareza e objetividade. O ideal é evitar apenas resumir a história e focar na qualidade da obra como um todo.
Quem é o vilão em Jurassic World: Recomeço?
Em Jurassic World: Recomeço, o verdadeiro vilão não é uma pessoa específica, mas sim a ambição humana pela manipulação genética. A missão científica, apesar de bem-intencionada, acaba desencadeando um caos incontrolável. Esse conflito moral se sobressai aos antagonistas individuais, reforçando o tema central da franquia sobre os limites da ciência.