O Filme O Auto da Compadecida é uma das maiores joias do cinema brasileiro. Lançado em 2000 e dirigido por Guel Arraes, o longa é baseado na clássica peça de Ariano Suassuna e combina humor, crítica social e elementos religiosos em uma narrativa que retrata com inteligência o sertão nordestino e suas contradições.
Com um elenco impecável e roteiro afiado, a obra se tornou um marco da cultura nacional, conquistando gerações com seu humor simples, mas profundamente humano.
Ficha Técnica
Gênero: Comédia, Aventura, Drama
Ano: 2000
Nota IMDb: 8,5/10
Onde Assistir: Globoplay / Prime Video / Apple TV
Duração: 104 min
Leia a Crítica do Filme Vingadores: Guerra Infinita.
O Filme O Auto da Compadecida acompanha as aventuras de João Grilo (Matheus Nachtergaele) e Chicó (Selton Mello), dois amigos pobres e sonhadores que sobrevivem com pequenas trapaças e muita criatividade em Taperoá, no sertão da Paraíba.
João Grilo, o mais astuto, usa sua lábia para enganar tanto os poderosos quanto os religiosos, enquanto Chicó, covarde e romântico, segue o parceiro com sua famosa frase: “Não sei, só sei que foi assim.”
Juntos, eles formam uma dupla irresistível, símbolo da esperteza popular diante das desigualdades sociais.
Com um humor que mistura ironia e crítica, o filme faz uma leitura mordaz da sociedade brasileira. A Igreja, representada por figuras como o Padre João (Rogério Cardoso) e o Bispo (Lima Duarte), é retratada com humanidade, mas também com falhas e contradições.
Já o poderoso Major Antônio Morais (Paulo Goulart) e a elite local simbolizam a hipocrisia das classes dominantes. Entre milagres, mentiras e redenções, o longa usa o riso para refletir sobre temas como fé, moralidade e desigualdade.
Visualmente, O Auto da Compadecida encanta com suas cores quentes e figurinos autênticos, que transportam o espectador ao coração do Nordeste.
O trabalho de elenco é um dos grandes trunfos: Matheus Nachtergaele entrega uma das atuações mais marcantes do cinema nacional, equilibrando humor e emoção com maestria, enquanto Selton Mello complementa a dupla com naturalidade e carisma.
A presença de Fernanda Montenegro como Nossa Senhora confere à obra um toque de espiritualidade e emoção genuína, coroando o filme com um desfecho tão reflexivo quanto cômico.
Além de ser uma comédia irresistível, o Filme O Auto da Compadecida é uma aula sobre o Brasil — suas crenças, injustiças e esperanças.
Entre risadas e lições morais, ele revela o poder da arte em traduzir a alma de um povo.
Mais de duas décadas após o lançamento, continua atual e indispensável, provando que uma boa história, quando contada com coração e inteligência, é eterna.
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Perguntas Frequentes
Qual a crítica social do filme O Auto da Compadecida?
A crítica social do filme O Auto da Compadecida está centrada nas desigualdades do sertão nordestino e na hipocrisia das elites e instituições. A obra utiliza o humor para expor injustiças sociais, especialmente a relação entre ricos e pobres, além de questionar a moral religiosa e o autoritarismo dos poderosos.
Qual a mensagem principal transmitida pelo filme “O Auto da Compadecida”?
A principal mensagem de O Auto da Compadecida é a valorização da esperteza popular como forma de sobrevivência diante da pobreza e da opressão. O filme destaca a importância da compaixão, da fé e da justiça divina, mostrando que mesmo os humildes merecem redenção e dignidade.
Qual a moral da história do filme O Auto da Compadecida?
A moral de O Auto da Compadecida gira em torno da importância do perdão e da justiça com empatia. Ao final, é a Nossa Senhora quem intervém, oferecendo uma segunda chance aos personagens, ressaltando que o bem pode prevalecer mesmo entre erros e imperfeições humanas.
Quais são os 3 atos do Auto da Compadecida?
Os três atos de O Auto da Compadecida podem ser divididos da seguinte forma: o primeiro mostra a vida difícil dos protagonistas no sertão; o segundo destaca as trapaças e confusões que enfrentam na cidade; o terceiro é centrado no julgamento espiritual após suas mortes, onde se discutem moralidade, fé e justiça divina.
Qual o assunto principal do Auto da Compadecida?
O tema central de O Auto da Compadecida é a luta dos pobres contra as injustiças sociais, retratando com humor e crítica a vida no sertão. A obra também aborda valores como fé, sobrevivência, perdão e redenção, usando a comédia para tratar de questões humanas profundas.
Por que Fernanda Montenegro não fez O Auto da Compadecida 2?
Fernanda Montenegro não participa de O Auto da Compadecida 2 por decisão própria. Segundo entrevistas, a atriz optou por não retornar ao papel de Nossa Senhora, deixando espaço para uma nova abordagem na sequência. A ausência gerou expectativa sobre como a continuação lidará com sua figura marcante.
Frases marcantes do Auto da Compadecida?
Uma das frases mais marcantes de O Auto da Compadecida é: “Não sei, só sei que foi assim.”, dita repetidamente por Chicó. A fala simboliza a insegurança diante das injustiças e a sabedoria popular. Outra citação memorável é: “O cachorro era de mentira, mas o sofrimento era verdadeiro.”, carregada de ironia e crítica social.
Que lição o filme O Auto da Compadecida transmite?
A principal lição de O Auto da Compadecida é que a dignidade não depende de classe social ou aparência. O filme ensina que até os mais simples têm valor e merecem compaixão, além de criticar a rigidez moral e exaltar a justiça feita com misericórdia e empatia.
Conclusão do Auto da Compadecida?
A conclusão de O Auto da Compadecida traz uma visão de redenção e justiça espiritual. Após enfrentarem o julgamento final, os personagens recebem uma nova chance, reforçando a mensagem de que a compaixão e o perdão são essenciais para uma vida justa, mesmo diante dos erros e limitações humanas.
Quais os problemas sociais relatados no Auto da Compadecida?
O filme retrata problemas como a pobreza extrema, a corrupção, a desigualdade social e o autoritarismo dos poderosos. Com humor crítico, O Auto da Compadecida denuncia as injustiças enfrentadas pelos mais humildes e questiona a moral de instituições como a Igreja e o sistema de justiça.