Crítica do Filme Missão Impossível – O Acerto Final

O Filme Missão Impossível – O Acerto Final encerra uma das franquias de ação mais emblemáticas da história do cinema com uma mistura de espetáculo, emoção e reflexão.

Sob a direção de Christopher McQuarrie, o oitavo capítulo coloca Ethan Hunt (Tom Cruise) diante de sua missão mais arriscada: impedir que uma inteligência artificial chamada Entidade domine o mundo.

É o ápice de quase três décadas de adrenalina e suspense, onde o herói enfrenta não apenas inimigos físicos, mas também o próprio peso de suas escolhas e o limite entre humanidade e tecnologia.

Ficha Técnica

Gênero: Ação, Espionagem, Suspense
Ano: 2025
Nota IMDb: 7,6/10
Onde Assistir: Prime Video (aluguel)
Duração: 169 min

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Em Missão Impossível – O Acerto Final, Tom Cruise entrega uma performance que transcende o papel de astro de ação.

Aos 62 anos, ele se coloca no centro do espetáculo como um verdadeiro defensor do cinema tradicional, realizando novamente suas próprias cenas de risco — mergulhos em submarinos, perseguições aéreas e combates corpo a corpo de tirar o fôlego.

O filme, ao mesmo tempo que presta homenagem à trajetória do personagem, se torna uma metáfora sobre a luta entre o humano e o artificial — uma batalha que ultrapassa a tela e dialoga com o próprio momento da indústria cinematográfica.

A trama continua diretamente após os eventos de Acerto de Contas – Parte 1, trazendo Ethan e sua equipe (Simon Pegg, Ving Rhames e Hayley Atwell) em uma corrida global para deter a Entidade.

Embora o roteiro explore temas relevantes, como a manipulação de informações e o poder das inteligências artificiais, ele peca pelo excesso de explicações e flashbacks que alongam desnecessariamente o primeiro ato.

O ritmo só se ajusta quando as cenas de ação assumem o protagonismo, especialmente na sequência submarina e na batalha aérea, que representam o auge técnico e emocional da franquia.

Visualmente grandioso, o longa reforça o legado de Missão Impossível como sinônimo de realismo e precisão cinematográfica.

No entanto, o peso de ser o “último capítulo” acaba tornando o filme mais reverente do que inovador. Falta a leveza e o humor dos episódios anteriores, substituídos por um tom mais sombrio e contemplativo.

Ainda assim, o resultado final é digno: uma despedida que combina o espetáculo com a devoção incondicional de Tom Cruise pela sétima arte.

No balanço geral, o Filme Missão Impossível – O Acerto Final é um adeus grandioso e emocionante. Mesmo com falhas de ritmo e um vilão pouco marcante, entrega o que promete — ação de altíssimo nível e um encerramento respeitoso para um dos personagens mais icônicos do cinema moderno.

Uma missão cumprida com coragem, suor e a certeza de que, no fim, Tom Cruise e Ethan Hunt salvaram mais do que o mundo: salvaram o próprio espírito do cinema de ação.

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Perguntas Frequentes

Como termina a Missão Impossível acerto final?

O final de Missão Impossível – O Acerto Final marca a conclusão da jornada de Ethan Hunt com uma combinação de emoção e reflexão. A equipe consegue impedir que a Entidade, a inteligência artificial antagonista, avance em seus planos, mas não sem perdas e sacrifícios. É um desfecho que reforça o peso das escolhas humanas diante do avanço tecnológico.

Por que Ilsa Faust morreu?

Ilsa Faust morre em Missão Impossível – O Acerto Final como parte do impacto emocional da trama. Sua morte representa uma perda significativa para Ethan Hunt, reforçando o tom mais sombrio do filme e o custo pessoal de suas missões. A decisão narrativa intensifica o drama e simboliza o fim de uma era dentro da franquia.

Como terminou a missão impossível 7?

Missão Impossível 7, também conhecido como Acerto de Contas – Parte 1, termina com Ethan Hunt conseguindo metade da chave que pode controlar a Entidade. O desfecho prepara o terreno para os eventos de O Acerto Final, colocando a equipe em rota de colisão com forças globais e delineando os riscos existenciais impostos pela inteligência artificial.

O que deixei para trás do filme?

No contexto de Missão Impossível – O Acerto Final, a frase “O que deixei para trás” remete ao dilema emocional de Ethan Hunt. Ao longo da franquia, ele sacrificou relacionamentos, amigos e sua própria vida pessoal em nome de suas missões. O filme reforça esse peso, mostrando o custo humano de ser um herói em um mundo cada vez mais controlado por tecnologias impessoais.

Qual é o papel da Entidade em Missão Impossível – O Acerto Final?

A Entidade é a inteligência artificial antagonista em Missão Impossível – O Acerto Final, representando uma ameaça invisível e global. Seu poder de manipular informações e sistemas digitais coloca Ethan Hunt diante de um inimigo intangível. Ela simboliza o conflito central do filme: a luta entre o controle humano e o avanço incontrolável da tecnologia.

Missão Impossível – O Acerto Final é realmente o último filme da franquia?

Embora Missão Impossível – O Acerto Final seja divulgado como o capítulo final da saga de Ethan Hunt, o encerramento deixa espaço para possíveis continuações ou derivados. O tom de despedida é claro, mas o universo da franquia permanece aberto, permitindo que personagens secundários ou novas histórias possam surgir no futuro.

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