Lançado em 2025 e dirigido por Danny Boyle, o Filme Extermínio: A Evolução marca o retorno de uma das franquias mais influentes do cinema de terror moderno.
Após quase duas décadas desde o último filme, o diretor e o roteirista Alex Garland se unem novamente para revisitar o universo sombrio iniciado em 2002.
A proposta desta nova sequência é expandir o conceito de infecção e isolamento, transformando o terror em uma poderosa metáfora sobre medo, sobrevivência e humanidade.
A Crítica do Filme Extermínio: A Evolução revela uma produção que tenta equilibrar a nostalgia do original com uma abordagem moderna e reflexiva.
Ficha Técnica
Gênero: Terror, Ficção Científica, Suspense
Ano: 2025
Nota IMDb: 6,4/10
Onde Assistir: HBO Max / Prime Video
Duração: 2h06min
Leia a Crítica do Filme Hamnet.
A trama se passa 28 anos após os eventos do primeiro filme. Em um Reino Unido isolado do restante do mundo, uma pequena comunidade tenta sobreviver em uma ilha afastada, enquanto o continente permanece tomado por infectados.
Nesse cenário de desolação, acompanhamos Spike (Alfie Williams), um garoto de 12 anos que embarca em uma perigosa jornada com seu pai (Aaron Taylor-Johnson) em busca de suprimentos.
Quando a mãe (Jodie Comer) adoece, o menino precisa enfrentar um mundo devastado para tentar salvar sua família.
O que ele encontra é uma realidade brutal, onde o vírus evoluiu — e com ele, também a própria humanidade.
O grande mérito de Extermínio: A Evolução está em sua tentativa de dar novo fôlego ao gênero. Danny Boyle utiliza câmeras iPhone 15 Pro Max e planos angulados para intensificar o senso de imersão e caos.
Essa escolha técnica, ousada e simbólica, reforça a ideia de um mundo conectado e ao mesmo tempo desconectado — uma analogia direta à sociedade pós-pandemia.
No entanto, o resultado nem sempre é equilibrado: o excesso de cortes rápidos e a montagem frenética acabam tornando a experiência visual cansativa.
A Crítica do Filme Extermínio: A Evolução destaca também a dualidade de seu roteiro. Por um lado, há uma clara tentativa de retomar a essência reflexiva do primeiro longa — o medo não apenas dos monstros, mas do próprio homem.
Por outro, o enredo se perde em subtramas e personagens mal explorados. A jornada de Spike, que deveria ser um rito de passagem emocional, sofre com falhas de ritmo e momentos forçados.
Ainda assim, o jovem Alfie Williams surpreende com uma atuação intensa, transmitindo inocência e coragem em meio ao horror.
O uso do poema Boots, de Rudyard Kipling, como eixo temático, é um dos elementos mais inspirados do filme.
Ele resgata o ciclo interminável da violência humana — uma metáfora poderosa sobre como a guerra e a destruição se repetem geração após geração.
Essa escolha dialoga com a proposta original da franquia: mostrar que, muitas vezes, o verdadeiro apocalipse está no comportamento humano.
Visualmente, a produção é impecável. A fotografia de Anthony Dod Mantle cria um contraste entre a serenidade da natureza escocesa e a brutalidade das cenas de ataque. As cores frias e o design de som — reforçado pela trilha experimental do grupo Young Fathers — constroem uma atmosfera sufocante e quase poética.
O terror aqui é mais psicológico do que explícito, e a sensação de isolamento é constante, tornando cada silêncio mais ameaçador do que o próprio grito.
Contudo, nem todos os elementos funcionam. O roteiro de Garland, embora conceitualmente rico, apresenta buracos e decisões convenientes.
Algumas cenas soam artificiais, e o final, embora aberto e simbólico, deixa a sensação de que o filme está mais preocupado em preparar terreno para as próximas continuações do que em entregar uma conclusão satisfatória.
Em síntese, Extermínio: A Evolução é uma obra ambiciosa que busca reinventar o mito dos infectados sob uma nova ótica. Apesar de seus tropeços narrativos, o filme acerta ao propor uma reflexão sobre o medo contemporâneo, a alienação e o colapso das estruturas sociais.
Danny Boyle transforma o caos em poesia visual e o terror em comentário social. Mesmo longe da perfeição, é um retorno digno a uma das sagas mais icônicas do cinema moderno — uma experiência intensa, desconfortável e, acima de tudo, humana.
Veja a Critica Forrest Gump – O Contador de Histórias.
Perguntas Frequentes
O que fala o filme Extermínio: A Evolução?
O filme Extermínio: A Evolução retrata um mundo devastado pelo vírus da raiva, 28 anos após os eventos do primeiro longa. A trama acompanha Spike, um garoto de 12 anos, em uma jornada desesperada com seu pai para salvar a mãe adoecida, enfrentando uma realidade brutal onde o vírus evoluiu — assim como a própria humanidade.
A história se passa em uma ilha isolada do Reino Unido, agora cercada por infectados. O foco do filme está na luta pela sobrevivência, na perda da inocência e nas consequências psicológicas do isolamento. É uma obra que combina terror, crítica social e uma abordagem mais reflexiva sobre o colapso humano.
O filme Extermínio: A Evolução é bom?
O filme Extermínio: A Evolução é uma produção ambiciosa que busca equilibrar nostalgia e modernidade. Seu grande acerto está na tentativa de transformar o terror em metáfora social, com uma direção ousada de Danny Boyle e fotografia marcante.
Apesar de falhas no ritmo e personagens mal explorados, o filme entrega uma experiência intensa e visualmente impactante. Alfie Williams se destaca no papel principal, e a reflexão sobre o medo humano confere profundidade à trama. É um retorno digno, embora imperfeito.
O que explica a Teoria da Evolução?
A Teoria da Evolução, embora não relacionada diretamente ao filme, explica como as espécies se transformam ao longo do tempo por meio da seleção natural. Criada por Charles Darwin, ela mostra como características vantajosas são passadas adiante, permitindo a adaptação dos seres vivos.
No contexto do filme Extermínio: A Evolução, o termo “evolução” é usado de forma simbólica, indicando a mudança no comportamento humano e na própria natureza do vírus, não uma explicação científica literal.
Como termina o filme Extermínio: evolução?
O final do filme Extermínio: A Evolução é simbólico e propositalmente aberto. A jornada de Spike culmina em uma revelação sobre o real estado do vírus e suas implicações para o futuro da humanidade, sugerindo uma evolução não só biológica, mas também moral.
Essa conclusão reforça a ideia de que o verdadeiro perigo pode estar no comportamento humano, não apenas nos infectados. O desfecho prepara o terreno para possíveis continuações, deixando no ar a dúvida sobre o que ainda está por vir.
O que deixei para trás do filme?
No contexto do filme Extermínio: A Evolução, o que se “deixa para trás” é a inocência, a segurança e a ideia de um mundo antes do colapso. A jornada de Spike representa a perda da infância diante de uma realidade violenta, onde cada decisão tem um custo emocional.
A trama reforça como, em meio ao caos, os personagens precisam abrir mão de parte da humanidade para sobreviver. Esse abandono do passado também é simbolizado pelo isolamento do Reino Unido e pela evolução do vírus.